CHEMPOR 2011 - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL EM QUÍMICA E ENGENHARIA BIOLÓGICA
A CHEMPOR, evento de âmbito internacional realizado periodicamente em Portugal e que congrega académicos, cientistas, engenheiros, fabricantes e consumidores finais das diferentes áreas da química, foi desta vez organizada pela Universidade Nova de Lisboa. Esta 11ª edição da CHEMPOR, teve lugar entre 5 a 7 do corrente mês de Setembro e contou com mais de duas centenas e meia de comunicações orais e de posters. Foram também atribuídos vários prémios às melhores teses de doutoramento, os quais foram patrocinados por diversas entidades, nomeadamente pela AIPQR - Associação das Indústrias da Petroquímica, Química e Refinação, CUF-QI, Galp e pelo Grupo Portucel Soprocel. Os Desafios das Indústrias Petroquímicas, Químicas e de Refinação Este é um momento decisivo. Está na altura de saber se queremos um País produtivo, com um tecido industrial competitivo ou se Portugal está condenado a ser um fornecedor de serviços, uma espécie de centro comercial, condenado a importar a generalidade dos bens de que necessita. Esta definição estratégica aplica-se, também, aos sectores petroquímico, químico e de refinação. Deve Portugal pensar em desinvestir destes sectores básicos duma economia moderna ou, perante o enorme esforço registado pelas Empresas na Investigação, na Inovação e no Desenvolvimento Tecnológico, perante o reforço recente das unidades produtivas através de avultados investimentos de modernização e melhoria, deve aproveitar esta janela de oportunidade e apostar definitivamente na criação de um cluster de nível europeu? E, nesse caso, quais devem ser as prioridades nacionais?
Para a AIPQR, a Associação que congrega as principais indústrias deste sector, mas também grandes universidades portuguesas, portos e municípios, o momento é de acção. Sabemos, através de vários estudos técnicos já realizados, que as indústrias da Petroquímica em Portugal apresentam um grau de integração muito insuficiente quando comparadas com as suas congéneres europeias, - nomeadamente no que respeita à insuficiência de infra-estruturas logísticas adequadas ao seu desenvolvimento e que promovam essa integração. Esta é uma das principais fraquezas. No nosso País, as principais indústrias Petroquímicas, Químicas e de Refinação, situam-se em Sines e no eixo Estarreja / Matosinhos. E se olharmos para o nível de integração destas unidades, que constitui um factor chave para a sua competitividade, facilmente se entende o impacto que a insuficiência de infra-estruturas logísticas causa. Como consequência desta situação, o abastecimento de matérias-primas e o escoamento de produtos finais tem de ser realizado somente por via rodoviária ou ferroviária – o que acarreta custos logísticos mais elevados e riscos ambientais acrescidos, os chamados Custos do Contexto. É certo que se tem feito, nos últimos anos, um grande esforço no reforço da capacidade e modernização dos Portos, na sua interligação com a ferrovia e a rede de auto-estradas. No entanto, um verdadeiro Cluster da Petroquímica, Química e Refinação, só terá capacidade de atrair novos e mais investimentos se estivermos dotados duma rede logística de pipe-line que crie, de facto, as condições de sustentabilidade que estes sectores necessitam. Portanto, se quisermos manter a capacidade exportadora destas indústrias reforçando, desde logo, os investimentos actuais e aumentar a sua atractividade para novos investimentos, nomeadamente de capitais externos, é urgente actuar para corrigir a actual situação. Se o fizermos, acredito que seremos capazes de angariar novos investimentos, nacionais ou estrangeiros, para as unidades fabris existentes ou para novas indústrias e por outro lado, criar condições de sustentabilidade produtiva perene das actuais unidades. Esse é o grande desafio que se coloca ao País e que a AIPQR pretende ajudar a ultrapassar. A Associação das Indústrias da Petroquímica, Química e Refinação, que iniciou a sua actividade em 2009, está oficialmente reconhecida como Pólo de Competitividade e Tecnologia e, entre os vários projectos âncora que constam do seu plano de acções, está a criação de condições para uma eficaz captação de investimento para este sector industrial. Estamos firmemente convencidos que, para Portugal desenvolver a sua economia, necessita de reexaminar as condições de base que o território oferece aos potenciais investidores. Só assim o País poderá efectivamente atrair o investimento que é essencial para retomar, de forma sustentada, o caminho do crescimento económico.
João de Mello Presidente da Direcção da Associação das Indústrias de Petroquímica, Química e Refinação (AIPQR) Presidente do Conselho de Administração da CUF Dia da Propriedade Industrial na Universidade do Porto 2011A Universidade do Porto, em colaboração com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), irá promover mensalmente um evento dedicado à Propriedade Industrial: Dia da Propriedade Industrial.
No dia 28 de Abril de 2011, pelas 9h30, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, irão estar presentes dois examinadores de patentes do INPI para realizar sessões de informação e esclarecimento. Será incluído em todas as sessões um "KIT PORTA ABERTA AO CIENTISTA/EMPRESÁRIO". Este KIT só se realizará mediante a inscrição prévia dos interessados. FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO (INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ AO DIA 26 DE ABRIL DE 2011). Para mais informações contactar: UPIN - UNIVERSIDADE DO PORTO INOVAÇÃO T: +351 220 408 031 F: +351 220 408 189 E: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar URL: http://upin.up.pt Concurso de I&DTO COMPETE (QREN) abriu um novo Concurso de I&DT em Co-promoção (AAC n.º 03/SI/2011).
O prazo para apresentação da Candidaturas termina no próximo dia 4 de Abril de 2011. Poderá aceder a esta e mais informações através do site oficial deste Organismo: http://www.pofc.qren.pt/PresentationLayer/conteudo.aspx?menuid=686&exmenuid=557 |



Este é um momento decisivo. Está na altura de saber se queremos um País produtivo, com um tecido industrial competitivo ou se Portugal está condenado a ser um fornecedor de serviços, uma espécie de centro comercial, condenado a importar a generalidade dos bens de que necessita. Esta definição estratégica aplica-se, também, aos sectores petroquímico, químico e de refinação. Deve Portugal pensar em desinvestir destes sectores básicos duma economia moderna ou, perante o enorme esforço registado pelas Empresas na Investigação, na Inovação e no Desenvolvimento Tecnológico, perante o reforço recente das unidades produtivas através de avultados investimentos de modernização e melhoria, deve aproveitar esta janela de oportunidade e apostar definitivamente na criação de um cluster de nível europeu? E, nesse caso, quais devem ser as prioridades nacionais?

